Be a part


Thomas Dybdahl - B A Part

Patrick Watson

Patrick Watson regressa a Portugal no próximo mês de Dezembro.

No Porto, Teatro Sá da Bandeira, no dia 4 de Dezembro, para o "Pop Deluxe", juntamente com os Piano Magic e The Invisible.

Em Lisboa, no dia seguinte, incluído no cartaz do Super Bock em Stock.


Patrick Watson - Fireweed

Óptima oportunidade para recordar os melhores momentos de "Close to Paradise" (2006) e "Wooden Arms" (2009)!

Próximos concertos

Aqui ficam duas sugestões nortenhas e fora do circuito Porto-Lisboa.

Os Sean Riley and the Slowriders vão passar pela Casa das Artes de Famalicão no dia 21 de Novembro para um concerto que certamente se fará entre "Farewell" e "Only Time Will Tell", um dos melhores discos nacionais do catálogo 09.

No dia seguinte passam pelo novo Espaço Fnac, do renovado Guimarães Shoping.


Sean Riley and the Slowriders - Mayday (live Paredes de Coura)

Cerca de duas semanas depois (dia 5 de Dezembro), David Fonseca regressa a Guimarães, mais precisamente ao Centro de Artes e Espectáculos São Mamede para apresentar o seu novo trabalho: "Between Waves".



Bons concertos!

The First Days Of Spring


"The First Days of Spring" é o nome do novo álbum dos Noah and the Whale, colectivo britânico que tem vindo a receber boas críticas desde a sua estreia de 2006, com "Peaceful, The World Lays Me Down".

O "Y", suplemento cultural do jornal Público apresentou este regresso como um dos melhores álbuns de dor de corno. A explicação é simples: Charlie Fink, vocalista da banda, e Laura Marling (que participa no 1º trabalho da banda) terminaram a sua relação afectiva. E segundo reza a história, por vontade de Miss Marling. E é essa ruptura que origina "The First Days of Spring" e o argumento "Y".

Porque não há detalhe em todo o álbum em que Fink não coloque dor e sofrimento por ter perdido Marling. Basta analisar parte de alguns dos temas: "I Have Nothing", "My Broken Heart" e finalmente "My Door Is Always Open", tema que encerra o álbum e que tem confissões como: "I will, only let you down/ But my door is always open" ou "Now I'm free from all your pain", num registo entre o assumir do fim e a aceitação de recuperar a relação perdida.

Todo o álbum é composto, cantado e criado como uma confidência, um recado, direccionado e dorido de alguém que julgava ter a certeza do Amor e da sua correspondência, de alguém que confessa ter esperança na superação da dor mas que não acredita na sua concretização ("Blue Skies").

E mesmo nos momentos mais enérgicos e passíveis de transmitir algo menos depressivo, como "Love Of An Orchestra", 6ª faixa do álbum, orquestrada, plena de acordes e coros fortes e, ainda assim temos: "If you gotta run, run from hope".

"The First Days Of Spring" não é um álbum de canções, isoláveis ou retiradas de todo um contexto. É o seu conjunto que o transforma "num dos melhores álbuns de dor de corno".


Blue Skies - Noah and the Whale (live)

www.noahandthewhale.com/
www.myspace.com/noahandthewhale

Quimiquices

A experiência pode ser totalmente indiferente para muitos, mas para alguém que tenha, como eu, uma forte componente Química na sua formação, não pode deixar de sentir uma especial afinidade por este novo passo dos They Might Be Giants.

O álbum tem como título "Here Comes Science" e "Meet The Elements" é uma ode à tabela periódica, combinando musicalidade e conteúdo educativo. Sim, aparentemente é possível!


They Might Be Giants - The Elements

time flies

Prende-se-me o pensamento, quando dou por mim e o tempo a passar...
Se o tempo ganhasse forma, teria de ser a de um gás, imperfeito...
A sua imperfeição resumisse-ia a não poder ser armazenado,
Qualquer esforço no intuito de o liquidificar, ou congelar, seria vão!
Qualquer tentativa de o parar seria suicida... mesmo no zero absoluto.
Resta-me deixar o tempo voar... e tentar aproveitar.

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Muito mais de quê?


Tal como há duas semanas atrás agradeço este nosso dia de reflexão pré voto para preparar o meu de amanhã. Sim, por que a reflexão não tem necessariamente de se concretizar no silêncio e isoladamente.
Se já era previsível que com eleições autárquicas 15 depois das legislativas seria difícil prestar alguma atenção aos candidatos em cada um dos concelhos, devemos agradecer ao senhor Presidente da República e à comunicação social o ruído e o vazio que, respectivamente, criaram na sociedade.

Quanto ao Presidente não se justificam muitas palavras para descrever o que pode ter acontecido. Desorientação e falta de timing são os termos mais simpáticos que encontro neste momento.

Já a Comunicação Social optou por silenciar grande parte das campanhas que se realizaram no país, optando por focar os 3 ou 4 casos mais mediáticos e acompanhar os líderes partidários que, surpresa, optaram invariavelmente pela mesma opção. E a situação seria menos significativa se, no mínimo, a televisão do Estado tivesse cumprido o seu papel transmitindo e informando, em sinal aberto, o avançar da campanha nas várias regiões.

E o cenário tornou-se de tal forma caricato que quem ligasse a televisão e acompanhasse os programas informativos das tvs e rádio poderia julgar que só Lisboa, Porto e correspondentes zonas metropolitanas tinham eleições no próximo dia 11 de Outubro. Nos últimos 15 dias, Portugal foi Lisboa, Sintra, Almada, Oeiras, Cascais, Porto, Matosinhos e Gondomar. Pouco ou nada se discutiu sobre cidades indiscutivelmente mais importantes e com maiores responsabilidades como Coimbra, Aveiro ou Braga. E relativamente à zona interior do país cultivou-se o habitual, ou seja, nada se discutiu, nada se propôs.

E aliás de forma difícil de compreender tendo em conta que algumas delas podem trazer algumas surpresas. Como o caso de Braga, onde Mesquita Machado reina há 33 anos. Sim, 33 anos. Se é certo que a cidade dos arcebispos muito deve à gestão do socialista, que modernizou a cidade e a dotou de alguma capacidade competitiva e empresarial, também não é desprezável a responsabilidade que Mesquita tem na actual (des)organização territorial da cidade. Planeamento urbanístico zero, zonas verdes inexistentes, diversas infraestruturas mal aproveitadas ou esquecidas e um enorme potencial histórico e cultural simplesmente ignorado. Braga é actualmente um dos melhores exemplos nacionais de construção urbana caótica. E Mesquita o principal responsável da "obra". Aliás, não deixa de ser curiosa a imagem utilizada na campanha actual. Mesquita surge imponente, em grande plano, ficando até por cima de parte do nome da cidade. E Braga está estrangulada.

É certo que as opções de mudança não se mostram tão eficazes como deveriam ser mas ainda acredito que vai chegar o dia em que vamos voltar a poder apreciar as luzes da cidade.


Radio Moscow - City Lights (live)