Daqui a 250 anos...

27 de Janeiro de 1756 – Nasce em Salzburgo Wolfgang Amadeus Mozart. 250 Anos depois celebra-se o nascimento de um dos maiores génios, prodígios e fenómenos da Música Mundial.
Não me parece que seja um exagero afirmar que é muito reduzida a capacidade de grande parte da população, nacional ou além fronteiras, em enunciar obras ou composições de Mozart. Eu incluo-me nesse vasto grupo. Provavelmente será mais fácil reconhecer a melodia de uma composição do que propriamente avançar com o seu título.
Mas a questão que mais me chamou a atenção foi quem será o celebrado daqui a 250 anos. Ou daqui a um século… Será que existiu no século XX um génio que mereça ver o seu nascimento reconhecido mundialmente daqui a 200 anos, por exemplo? Dylan? Bowie? Jobim? Sinatra? Miles Davis? Coltrane? Marley? Amália? Elvis? Pavarotti? Ou porque não os Beatles, Stones, Who ou Sex Pistols?
Na Música, como em muitas outras áreas, o Tempo define e separa os Génios de todos os outros. Mesmo que tenham sido todos os outros a conquistar espaço de reconhecimento para os geniais.
Pode, num ambiente de multiplicação de variedades de sons e estilos, um determinado compositor, ver-se actualmente reconhecido como génio e receber o aval mundial? Não será que a universalidade tende a esbater e diluir génios face à multiplicidade de ofertas?
A genialidade Musical é mais difícil de definir que a Matemática ou Física. Não se constrói com fórmulas e teoremas. Será Mozart o Einstein da Música? Ou a genialidade da Física ou Matemática encontra uma maior facilidade de ser atribuída uma vez que o factor “emoção”, de “gosto” é anulado? Pelo menos para a maioria...
Seja como for não posso deixar de pensar que em meados do século XXII podemos estar a celebrar o nascimento de Eminem, Madonna ou Ozzy Osbourne… Felizmente, não duro até lá!

P.S. Sim, chega um pouco atrasado este post...

Edguy de volta a Portugal...

Pois é, os alemães Edguy estão de volta ao nosso pais onde pouca gente os conhece!

De novo na estrada para promover o seu ultimo álbum “Rocket Ride”, oitavo da carreira, e depois de serem desmentidas as noticias sobre o suicídio do vocalista, Tobias Sammet, eles vão estar em terras lusas no dia 10 de Fevereiro deste ano.

Finalmente o tão aguardado álbum sucede o EP-Super Heroes, que esteve presente no top singles da Alemanha por várias semanas.

Para quem não os conhece eles são dotados de uma sonoridade “chamada” de Melodic Heavy Music, que se encaixa dentro do Metal Progressivo, uma sonoridade muito cativante.

Para mentes mais abertas e que queiram descobrir algo muito interessante, sugiro começarem por ouvir o albúm “The Savage Poetry”(2000), para mim um dos melhores álbuns que a banda já produziu.

Para os interessados deixo a discografia:
Savage Poetry (1995)
Kingdom of Madness (1997)
Vain Glory Opera (1998)
Theater of Salvation (1999)
The Savage Poetry (2000)
Mandrake (2001)
Burning Down The Opera Live! (2003)
Hall of Flames Best of AFM Years (2004)
Hellfire Club (2004)
Rocket Ride (2006)

E não se esqueçam, dia 10 de Fevereiro lá estaremos no Hard Club para assistir a mais um concerto, que será um autentico festival de melodias e poesia a que esta banda nos habituou.

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Dzrt(o) de ideias?!?!


À medida que os posts forem caindo vai ficar patente que as escolhas e comentários que passarem por aqui vão ser muito variados e para muitos gostos. Não se pretende criticar mas sobretudo partilhar e apreciar sons, momentos e estados de espírito. E silêncios, claro…
O único patrocínio deste espaço é o da democracia. As opiniões vão ser muitas e os recortes deste espaço vão ser, no mínimo, abrangentes. Talvez tenha sido esse o primeiro problema das grandes multinacionais e distribuidoras de Música: ignorar a democracia, o poder de escolha e a vontade individual. O segundo erro foi o desprezo com que a Internet e todo o seu poder foram encarados. A facilidade de acesso a conteúdos liberaliza, diariamente, um sector insistentemente ditador e fechado que persiste em gritar aquilo que o utilizador e comprador de música deve ou não ouvir e, obviamente, comprar. O apoio a novas bandas é praticamente nulo, a não ser que se trate de um resultado de fórmulas já experimentadas e validadas pelo grande público, projectos invariavelmente assentes em marketing, imagem e música fácil.
Com a rede global, é cada vez mais frágil a barreira económica, que separa um apreciador de música da procura de novos sons, bandas e experiências. Eu próprio admito. Actualmente, os únicos álbuns que compro, originais, são os dos habituais da casa. Os preços exagerados, aos quais o IVA dá um forte empurrão, impedem-me de, como desejaria, adquirir outros CDs, DVDs e afins, e de trazer para casa, como quem prova um sumo novo, o álbum de estreia de uma banda portuguesa nova e que vê o seu EP empurrado para o fundo da prateleira com preços superiores aos Robbies, Shakiras e outras sobremesas. Porque não vendem, dizem eles…
Este será um espaço onde o preço, o orçamento e o peso económico de cada um, será reconhecido com um simples mas poderoso ZERO!
E por isso começo por aqui: por baixo! Muito baixo…

Com uma Viagem na Palma da Mão...

Jorge Palma, um dos meus cantores e compositor preferido...

As suas músicas levam-nos numa viagem solitária, mas também lindissima, com paisagens maravilhosas... Com letras e acordes inesquecíveis. São autênticos poemas que nos fazem pensar e que nos levam para a realidade de algumas vidas... Do nosso quotidiano...

Como alguém um dia disse, "em Jorge Palma sobressai a capacidade de redescobrir a música, de criar uma forma atraente, de exibir sentimentos, explorar emoções, e cativar sempre mais gente, a acompanhar a sua solidão junto ao piano, num misto de querer estar só, mas com todos os outros...".

É, sem dúvida alguma, um dos melhores cantores/compositores do panorama actual da música portuguesa, um criador com sonhos feitos canções, que consegue cativar diferentes públicos, incluindo um público mais jovem, junto do qual conseguiu criar um grupo de indefectíveis seguidores, isto apesar de durante doze anos não ter gravado qualquer álbum de originais.

A sua discografia conta já com alguns albuns, como os originais "Com Uma Viagem na Palma da Mão" (1975), "'Té Já" (1977), "Qualquer Coisa Pá Música" (1979), "Acto Contínuo" (1982), "Asas e Penas" (1984), "Lado Errado da Noite" (1985), "Quarto Minguante" (1986), "Bairro do Amor" (1989), "Jorge Palma" (2001) e "Norte" (2004).

Depois existem algumas compilações, singles e umas revisitas à obra deste "pequeno génio" da música portuguesa... De onde destaco um álbum, "Só" (1991), onde Jorge Palma, apenas com a companhia de um piano, cria um ambiente que nos leva a passear por mundos só dele...

Citando João Gentil, "O percurso musical de Jorge Palma é quase como a história de um trovador errante..."
Fica a garantia de que a partir de hoje o silêncio vai ser diferente...

A Musica, uma Paixão...

Confesso que o titulo é um pouco "amaricado", mas é basicamente o que sustenta o nosso Blog. Este foi criado devido ao nosso amor pela variedade de estilos musicais que ouvimos, o que nos torna muito diferentes, mas ao mesmo tempo nos faz partilhar algo, a paixão pela musica!

Desde já o meu muito obrigado ao Carlos, o mentor do projecto, pelo convite que me ofereceu!

VAMOS a ISTO!!!

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Boas! Cá estamos nós, três amigos que decidiram dar a conhecer algo do que faz parte da nossa vida... A Musica...

Esperamos poder contribuir para todos aqueles que se interessam por este assunto...

Boas a todos!!!