O esboço dos Mundo Cão nasceu das colaborações positivas entre Adolfo Luxúria Canibal e Pedro Laginha (clip de "Cão da Morte", ("Gumes" com Adolfo Luxúria Canibal, e coros em "Estilo" e "Vertigem"). O projecto, a banda, o grupo, soa muito simplesmente a rock (dito de forma abrangente e descomplexada sem a procura de outros rótulos).
Eles são caras conhecidas por quem gosta de boa música (e não só). Na voz a surpresa Pedro Laginha. Provavelmente o elemento mais conhecido, paradoxalmente nunca editou qualquer trabalho discográfico. É actor. Descubra-o num novo papel, e que papel!!
Na bateria o Miguel Pedro. Está quase a fazer uns 25 anos que iniciou, com Adolfo Luxúria Canibal, uma das mais carismáticas bandas portuguesas, os "Mão Morta".
Numa das guitarras está o Vasco Vaz. Ele é, antes de mais, parceiro do Miguel nos Mão Morta, mas antes disso tocou numa formação que deu muitos e excelentes músicos ao nosso panorama musical, os Braindead.
Na outra guitarra encontramos o Gonçalo (aka BUDDA). Músico de inúmeros projectos, o seu momento mais relevante terá sido nos "Big Fat Mamma".
Finalmente no baixo o Nuno Canoche. O menos conhecido do público.
Contando com a preciosa ajuda do "Joker" Adolfo Luxúria Canibal, como autor de todas as letras, os Mundo Cão deram início à gravação do seu primeiro CD, e da sua aventura musical em terras lusitanas...

Mundo Cão no Theatro Circo (foi a minha primeira vez)... foi... excelente!
Eram 23.55h...
Entrei na sala com um amigo (João) e deparei-me, para enorme surpresa minha, com uma sala completamente cheia! Lá conseguimos arranjar lugar para sentar... A noite prometia, com um ambiente acolhedor gerado pelo tamanho reduzido deste pequeno auditório...
Passados uns 15 minutos, lá começam a entrar os interpretes principais no "circo"... Começando pela guitarra, baixo e bateria, fazem uma entrada fora do vulgar, onde foram subindo de tom até o grande momento... A entrada do vocalista Pedro Laginha, que começa já a ser a figura de referência deste novo projecto...
A "distribuição" de um som fantástico pelo espaço envolvente do pequeno auditório começou de seguida, e eis que fico espantado com a qualidade de som da própria sala! Excelente acústica...
A voz de Pedro Laginha entoava perfeita... Para dizer a verdade, nunca pensei que se aguentasse tão bem ao vivo como se aguentou, mostrando um poder vocal enorme e um grande empenho no seu papel... Uma voz que atrai e nos puxa para o “mundo cão"...
De salientar a actuação do guitarrista BUDDA! “One Man Show”... Não parou durante todo o concerto!
Foi um grande concerto, superou as minhas melhores expectativas, isto porque sendo um projecto novo, estava ciente que poderiam existir alguns “problemas” na sua actuação ao vivo, mas… confirmou-se o contrário, mostrando grande entrosamento, um excelente som, e conseguiram com que o pessoal lá fosse batendo o pé, como que de um força externa a nós se tratasse...
Momentos altos da noite, “da vertigem sou mendigo”, “caixão da razão”, e claro... “morfina”... Com um som descomplexado, cru e nu, arrebataram grande parte do público presente...
Em suma, um grande concerto... Parabéns!
Estaremos cá para ver a evolução destes senhores...