Sandy Kilpatrick... The Ballad of the Stark Miner...

Sandy Kilpatrick nasceu na Escócia e estudou Literatura Inglesa e Americana na Universidade de Lancaster. Durantes os tempos universitários formou uma banda com alguns amigos que eventualmente se tornou em Sleepwalker - banda de culto em Manchester. Sleepwalker lançou um aclamado single Sleepwalking em 2000, num antigo cinema local, com projecções cinematográficas feitas por Irshad Ashraf – um actual documentarista da BBC.

Em 2001 Sandy mudou-se para Portugal com a sua namorada portuguesa e, no início de 2003, deu os seus primeiros concertos em Braga com a colaboração da banda bracarense Wave Simulator e alguns membros do Coro da Universidade do Minho.

Em 2006, foi convidado por André Tentugal para fazer a banda sonora de uma curta-metragem, realizada por ele, "Finally I am no-one", que resultou num mini-álbum “The Ballad of the Stark Miner”. Este foi lançado oficialmente em Portugal em Outubro de 2007.

“The Ballad of The Stark Miner” poderá ser visto como “Alternative Folk” e reflecte a simplicidade poética e profunda do trabalho do Sandy.

A digressão de Sandy Kilpatrick and the Pilgrims of Light (Os Pilgrims of Light são: Zinha Barros – piano e voz; Eva Parmenter – concertina, flauta transversal e voz; André Tentugal – guitarras e voz) pelo país começou nos dias 26 e 27 de Outubro, no Theatro Circo, em Braga, e na Casa das Artes, de Vila Nova de Famalicão, respectivamente. Terá continuidade com espectáculos numa série de eventos artísticos mensais, “happenings” e instalações com a colaboração do colectivo de artes Sublime Impulse (www.sublime-impulse.com).

Sobre o mini-álbum, deixamos aqui um testemunho...
“ (…) Uma obra que, após concluída, não depende de mais ninguém para se afirmar, pela sua delapidada beleza e transparência.” (Valter Hugo Mãe, sobre “The Ballad of The Stark Miner”)

Agradeço desde já ao Sandy Kilpatrick e à Luciana Queirós Silva (do Theatro Circo) pela simpatia na cedência de informação . Obrigado!

Aqui fica uma pequena amostra do que este senhor é capaz...



Boas audições musicais...

A Whisper...

A Whisper In the Noise é uma banda com ligação ao indie/rock, rock experimental...
São um exemplo clássico para quem gosta de boa música e aprecia a arte de conjugar sons de uma forma harmoniosa...
A utilização de um elevado número de instrumentos eleva o poder da música que compõem...

Aqui fica um "cheirinho" do novo álbum, Dry Land, de 2007...



Espero que gostem...
Baos audições musicais...

A 6ª de Sandy Kilpatrick e o sábado de Rodrigo Leão

Agora que a secção “A fazer” da agenda começa a ganhar páginas em branco, sobram mais noites para dar cor aos dias. E este fim de semana começou o ataque. Na 6ª feira foi a vez de conhecer de perto Sandy Kilpatrick, escocês radicado em Braga (segundo as páginas do “Y” do mesmo dia). Ir para um concerto conhecendo apenas duas músicas é um pouco arriscado mas a curta experiência indicava já que o tempo seria bem gasto. Primeiro porque pude conhecer a excelente sala que é o pequeno auditório do Theatro Circo. Pergunto-me até por que não existem mais iniciativas semelhantes, para as bandas emergentes da região (e são já algumas, felizmente)… Adiante.

O concerto não desiludiu e surpreendeu-me verificar que pelo menos parte da companhia de Sandy Kilpatrick também é portuguesa: Zinha Barro, Eva Parmenter e André Tentúgal. Confirmei as expectativas e confirmei as indicações promissoras que já tinha lido em relação ao projecto. Em registo manifestamente acústico, de carácter intimista, Sandy Kilpatrick é simpático e mostrou facilidade de comunicação com o público. O seu som ganha, na minha opinião, sobretudo pelos arranjos e sonoridades que cria, mas ainda trata-se de um bom intérprete. Falta ainda um pouco de coragem, de arrojo para pegar em algumas das músicas e dar-lhes mais energia, para transmitir/reforçar a paixão que ficou evidente que mora nos acordes das suas músicas. De tal forma valeu a pena que trouxe um CD comigo, “The Ballad of the Stark Miner” (brevemente por aqui).

Site - www.myspace.com/sandykilpatrick

Sábado chegou a vez de Rodrigo Leão, em estreia da digressão “Os Portugueses”, suportada nos grandes sucessos da carreira a solo do músico e nas músicas que compôs para o programa “Portugal, Um Retrato Social”, transmitido pela RTP. E que bem estaria o país se fosse como o concerto que Rodrigo Leão e a sua Cinema Ensemble deram no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. A primeira parte esteve entregue às imagens do programa de tv, ora aliando intencionalmente som a imagem, ora apenas acompanhando o tema projectado. Muitas das imagens de tempos que não vivi, mas com aquelas cores das imagens, aquele vermelho desbotado das máquinas daquela altura, com o granitado a carregar as linhas…. As roupas e os hábitos representados são de tal forma abrangentes e conciliadores que vi aqueles momentos como que um elogio à família. E à minha também. Retratos das histórias que ouço, acompanhados por acordes e melodias indescritíveis, deixaram um sabor indecifrável a saudade. Se o concerto terminasse neste momento dava por bem empregue o meu dinheiro.

Felizmente, a tela desceu e ficaram todas a atenções para os músicos e as músicas que, se estive atento, passaram desde “Alma Mater” até “O Mundo”. E ficou patente uma diferença relativamente a outros concertos de Rodrigo Leão a que já assisti: o sentimento. Impressionante como corpos sentados podem transmitir tantas sensações, arrebatadoramente tristes ou apaixonadamente irresistíveis, em danças imóveis de violinos, acordeão ou piano...

Dois encores depois, a multidão despediu-se, de coração agasalhado, de um dos melhores concertos a que assisti este ano. Imprescindível!

Dia 23 de Novembro a digressão passa por Viana do Castelo e eu já folheio as páginas da agenda…

Avantasia - Lost In Space

Acabadinho de sair, aqui fica um video de Tobias Sammet a falar sobre o novo projecto para Avantasia.

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Covers e mais covers...


Gosto de música, mas gosto muito da mesma música recriada por vários grupos. Prefiro mesmo a alteração dos acordes mantendo apenas a letra original… Mas adoro toda e qualquer cover. Este fim-de-semana, e enquanto organizava as minhas músicas, decidi separar algumas covers que me preenchem os ouvidos na interrupção de silêncios.

Sendo assim só têm de fazer um click sobre o nome da música para serem encaminhados até ao imeem e ouvirem as versões mais pesadas, ou não, de músicas que nos cruzaram o caminho desde a nossa infância.

Vinte recortes tirados de um silêncio que cresce a cada dia.

1. Kate Bush:
Running Up That Hill by Within Temptation

2. Britney Spears:
Oops, I Did it Again! by Children of Bodom

3. Depeche Mode:
Enjoy The Silence by Lacuna Coil

4. Billy Idol:
White Wedding by Deathstars

5. Queen:
Who Wants To Live Forever by After Forever

6. R.E.M:
Losing My Religion by Graveworm

7. Depeche Mode:
Everything Counts by In Flames

8. The Beatles:
Eleanor Rigby by Pain

9. Europe:
The Final Countdown by Encryption

10. The Beatles
Come Together by Labyrinth

11. Madredeus:
Os Senhores da Guerra by Moonspell

12. Joy Division
Love Will Tear Us Apart by Moonspell

13. ABBA
Gimme Gimme Gimme by Yngwie Malmsteen

14. Bonnie Tylor
In The Heat Of The Night by To Die For

15. Kate Bush
Wuthering Heights by Angra

16. Mary Hopkin
Those were the days by Turisas

17. Chris Isaak
Wicked Game by Green Carnation

18. Kylie Minogue
Confide In Me by Angtoria

19. Andrew Lloyd Webber
The Phantom Of The Opera by HolyHell

20. U2
I Will Follow by Fear Factory

A ordem das músicas não tem qualquer relação com as minhas preferências.

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Corvus Corax em Portugal

Para quem gosta de conjugar a música folk a um espectáculo em palco sem igual.
É difícil definir Corvus Corax, por isso deixo aqui Venus (live in Berlin) para que possam assistir a um pouco do que se vai passar em Coimbra.


Espero que gostem, infelizmente não vou poder estar por lá…

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Assobios

Muito se tem falado nos últimos tempos da utilização de palmas e assobios na música actual. David Fonseca, Andrew Bird... Para mim é simples: gosto! E provavelmente estamos perante mais um exemplo da influência da minha infância nos gostos em idade adulta. Não percebem? Então espreitem estes dois vídeos. Se houve assobios que marcaram os meus anos de catraio, então o topo pertence a estes dois. Bons tempos...



Way Out Of Here

Porcupine Tree - Way Out Of Here

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Sugestão...

Aqui fica uma sugestão nocturna...

Um álbum que tem sido muito badalado, mas que eu não poderia deixar de fazer referência...
Pelo simples facto de ser o vocalista de uma banda excepcional...

Sim, estou a falar de... Eddie Vedder... "Into The Wild"
Palavras para quê...
Oiçam e deliciem-se...





Boas audições musicais...

"Como é bom o tempo que passa"

Como se pode resumir 1 ano em palavras, textos ou símbolos?
Como se podem explicar os dias bons e os maus com frases elaboradas ou composições pensadas ao longe?
Como se descreve o sorriso que protege a saudade ou a saudade que guarda os nossos sorrisos?

Com uma música assim...



Parabéns!

The Gunshy... Uma voz, Uma História...

... De 1943 a 1945, Paul Arbogast dedicou os seus dias a preparar-se para uma Guerra...
As músicas e letras que compõem o álbum “There’s No Love In This War” são baseadas em 17 cartas escritas por Paul para uma mulher que tinha conhecido num Clube Ucraniano, perto da sua terra - Allentown, Pennsylvania...
Mulher essa com a qual casou quando voltou da Guerra...
Paul Arbogast morreu com 39 anos, de ataque cardíaco...

Agora, Matt Arbogast, seu neto...

Com uma voz não longe da de Tom Waits... Profunda, escura, rouca, estragada por cigarros e álcool (as mesmas coisas que dão profundidade e sabor à sua música), interpreta "There's No Love In This War"...

The Gunshy é o “equipamento musical” para Matt Arbogast, que criou um álbum “bar-flavored indie-folk” que conta bem uma história, e toca nos pontos que deseja sem rodeios, mostrando a palavra de seu avô...
As canções são bem escritas, a voz tem um tom original, atribuindo um toque muito especial, muito pessoal e um bom gosto às músicas...

Existe uma obscuridade nos seus desempenhos, sendo apenas o que necessitam ser…
Rude, livre, frontal, sem rodeios...

Aqui está um álbum que vocês poderão ouvir numa daquelas noites longas...
Ou num bar, a beber uns copos...





Boas audições musicais...

EMIGRATE - Babe







Foi em 2005 e durante um período de pausa para os Rammstein que Richard Z. Kruspe deu inicio ao projecto EMIGRATE. O guitarrista, e um dos fundadores da banda de Metal Industrial mais conhecida a nível mundial, decidiu dar vida a um projecto que mantinha em segredo desde o lançamento de Mutter.

Em Setembro de 2006 começou a divulgação do projecto, por intermédio da newsletter dos Rammstein, mas só em Maio deste ano é que abriu o site do projecto.

Emigrate chegou até mim pela banda sonora do último filme de Resident Evil – Extinction. A música que se faz ouvir na banda sonora é um remix de My World, o novo vídeo-clip, que nos mostra desde logo a sonoridade característica de Richard.

Apesar do conteúdo industrial ser logo identificado, verificamos que este é mais sintético que o normal. Não se mantendo apenas no Metal, EMIGRANTE segue também por caminhos mais Rock como é o caso de New York City ou mesmo Babe.

Mas deixando a treta e passando ao que interessa, vou recortar o silêncio com a música mais votada pelos fãs do menino, aqui fica Babe.


Aqui ficam os links para My World e New York City.

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3 Recortes


Chegou ao Mercado em meados de Setembro o trabalho a solo de Thurston Moore, uma das figures de proa dos Sonic Youth. Não é a sua primeira aventura a solo e aliás é indiscutível a semelhança de sons entre este "Trees Outside the Academy" e os sons habituais da sua banda. No entanto, trata-se de uma experiência bastante recomendável e que por isso tem acompanhado as minhas últimas semanas. Temas como "Frozen Gtr", "The Shape Is In a Trace", "Off Work", "Friend" ou o tema que dá nome ao álbum são na minha opinião os pontos altos. No fim contem com uma surpresa: uma gravação do cantor na qual ele faz questão de apresentar sons como o retirar de uma tampa de uma embalagem ou o simples pousar de tesouras numa mesa. Essa faixa termina com o comentário "I do not know why the fuck am I doing this…"! Pois…



Admito que quando no ano passado descobri Josh Ritter e o seu "The Animal Years", um dos melhores da colheita 06, fiquei com algumas dúvidas. Seria ele capaz de manter a qualidade em trabalhos posteriores ou teria sido apenas um conjunto de bons acasos que justificaram sons como "Wolves" ou "Thin Blue Flame"?
O seu regresso com "The Historical Conquest of Josh Ritter" pode revelar alguma prepotência ou até narcisismo mas o que é certo é que o americano está (mais uma vez) de parabéns. Junta influências da canção americana tradicional com uma pop fresca e extraordinariamente, garantindo quer êxitos de rádio tipicamente tra-la-la mas não menos brilhantes como em "Right Moves" ou quer sons agradáveis de almofada no colo e lareira acesa como "Wait for Love" ou "Still Beating". Excelente regresso!


Se comecei a gostar de ouvir a P.J. Harvey devo-o (entre muitas outras coisas) ao Sr. Nick Cave. "Henry Lee", incluído no irrepetível "Murder Ballads" tinha muito mais do que o que diálogo existente na música podia revelar e quando ouvi “Stories from the City, Stories from the Sea” fiquei definitivamente convencido.
No ano passado, o seu "The Peel Sessions (1991-2004)", em registo semi acústico já trazia um travo a cru, a grave, mas o seu regresso com "White Chalk" pode ser confuso. Pode um álbum, pleno de sussurros, de cantares em jeito de lamento, quase infantis, ser igualmente cru, áspero e amargo? A resposta é sim. Cru, áspero, amargo e imprescindível para quem quiser escutar o que de melhor se tem produzido em 2007.

Shining - Through Corridors Of Oppression

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