"Quais foram os critérios utilizados para desenvolver as novas normas ortográficas? Segundo o próprio Acordo, o esforço de unificação da grafia foi presidido por um critério fonético, isto é, a ortografia das palavras é alterada no sentido de as aproximar à forma falada (ex.: abolição das consoantes mudas)."
Este é um excerto de um conjunto de perguntas e respostas disponíveis no site da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), sobre o tão discutido e afamado Acordo Ortográfico.
A origem deste acordo, ou pelo menos de algo muito semelhante, remonta a inícios da década de 90 do século passado o que demonstra que ou não se trata de um assunto prioritário ou de interesse para os países associados, ou então estamos perante um documento cujo conteúdo e consequentemente a sua aplicabilidade são de tal forma inadequados que pôde “ficar na prateleira”.
Durante 2007 e 2008 este assunto foi relançado e aprovado para gáudio dos representantes das Nações de Língua Portuguesa. Apesar de na resposta lermos palavras ou expressões como "esforço", "unificação", "critério fonético", "aproximar", todo o conceito que suporta o Acordo está, para já, mal explicado ou, no mínimo, pouco definido. O que facilita a opinião mal preparada, sem fundamento e, no limite, mesquinha.
Mas não deixa de ser curioso e caricato que acções como a "abolição das consoantes mudas" possa aproximar povos... Serão alguns "Hs" (agás), e a sua elimanação o faCto que vai tornar o "nosso" português mais internacional, menos diminuído nas comunicações mundiais?
Este "nosso" que eu próprio escrevi, é apenas um exemplo do caminho que toda a discussão gerou. Quem originou a Língua, qual a mais evoluída, qual o país que se deve subjugar para aceitar alterações... Tudo se discute e a História é revista, de Cabral a Salazar, dos Descobrimentos ao Ultramar, com todas as vergonhas da Nossa História a serem lançadas como argumentos para aceitar ou recusar o Acordo. Na minha opinião a tese falha quando se opta pelo argumento da exportação: os livros no "nosso" português são mal recebidos nos outros países de Língua Portuguesa. São considerados estranhos alguns termos escritos que usamos e, por isso, opta-se por alterá-los para que coincidam com o seu som, para que a palavra escrita coincida com a palavra dita e para que os nossos camaradas de Língua possam comprar mais publicações no Português de Portugal.
Isto no mesmo país onde as televisões nacionais insistem em acrescentar legendas a qualquer "popular" que se preste a declarações "ao vivo e em directo do local do acontecimento", enquanto transmitem treinadores espanhóis e ditadores da América do Sul "live" e sem qualquer tipo de tradução posterior.
A exportação pode ser só um argumento para facilmente se passar para outros sectores da Cultura. Vamos banir o Fado para melhorar a balança comercial da Música Nacional?
Mas se o problema, se o factor decisivo é a exportação porque não pensar em grande, à escala mundial? Adaptemos também a nossa Língua ao inglês. Nada de muito drástico. Basta eliminar ou adequar com "esforço" e definindo um "critério fonético" algumas palavras para as "aproximar" dos nossos camaradas de Língua Inglesa.
Assim, quando comprarem um livro da Margarida Rebelo Pinto já vão conseguir ler: "Amo-te, photha-se!".
Camané - Sei de Um Rio
(P.S. A escolha desta música não tem qualquer razão de ser. Tal como o Acordo, não tem nexo. Coerência, meus amigos... Coerência.)
O testemunho foi enviado por um grande amigo da casa o que, no mínimo, já garante que não está num patamar de raciocínio muito avançado. Significa também que, tal como os da casa, alterna a possibilidade de respirar com ouvir música. Foi uma das pessoas que me acompanhou no concerto da Rita Redshoes em Guimarães. Para ele, o resultado, para além de comprar o álbum, foi repetir a dose no último sábado em Braga.
Aqui fica a opinião dele:
Pontos negativos: - no plano acústico gostei mais em Guimarães, havia qualquer coisa no som que ocasionalmente lhe abafava a voz. Os instrumentos estavam altos demais, e eu estava numa das últimas filas..´.
- o público de Braga não viveu tanto o concerto como em Guimarães, era pessoal mais calado e ela também referiu isso. Como resultado, ela só voltou uma vez ao palco apesar de duas pessoas não pararem de bater palmas por mais uns 10 segundos após as luzes estarem acesas (eu e a Rita), mas o restante público não aderiu.
Pontos positivos: - não apareceu tão nervosa, muito mais descontraída, fruto talvez de uns quantos concertos que tenha dado. Deu até para se enganar numa das músicas. Os músicos não se descoseram, mas ela interrompeu e disse que não era justo para o público e recomeçou. Foi muito aplaudida e saiu em GRANDE.
- interagiu muito mais com o público. Num concerto que durou muito próximo da hora e meia, à vontade 10 minutos passou-os a falar com o público. Contou que era um sonho actuar no Theatro Circo a solo (já lá tinha estado com o David), que considerava o TC a sala mais bonita do país e contou dois sonhos/pesadelos que tinha tido na semana que antecedeu o concerto. Num dos sonhos ela entrava no palco, colocava a guitarra e quando estava prestes a iniciar o braço não se mexia...
E de repente surgia uma cantora lírica num dos camarotes que a abafava completamente. No outro sonho (o qual descreveu como vergonhoso e só o contou bem no final do concerto) aparecia o John Lennon no quarto de Hotel e dizia-lhe que lhe queria dar uma música dele para ela tocar no TC com se fosse dela (era aquela do assobio - I didn't mean to hurt you...). Improvisadamente ainda tocou uns segundos e respondeu ao JL que essa não era muito aconselhável pois já a tinha dado ao Brian Ferry e mais uns quantos. O JL começou a ficar com um ar furioso e apareceu a mulher dele a gesticular uns golpes de karaté... Aos quais se seguiram: Eu toco essa.. Sem problema, essa é ideal.
- as músicas mais aplaudidas foram as do costume, "Dream on Girl" (tocou duas vezes) e "Hey Tom". Foi também surpreendente ver a reacção do público à "Minimal Sounds", talvez o maior aplauso da noite, antecedido por uma interpretação brilhante que supera em muito a versão do CD, com muito sentimento à mistura. Claramente o próximo single.
- o facto de o CD autografado dela tocar insistentemente no meu carro, levou a que apreciasse muito mais o concerto desta vez, e em algumas músicas deu mesmo para fechar os olhos e sentir.. tal e qual Alberto Caeiro "Deito-me na relva e sinto..".
- a finalizar referiu que foi um prazer actuar em Braga e que prometia da próxima vez trazer muitas mais músicas para tocar.
Resumindo tudo isto, posso dizer que se ela viesse cá outra vez na próxima semana, MUITO provavelmente eu estaria lá de novo.
Mais calma... Talvez pelo cansaço... Mas... Bem acompanhado com...
Novembro... Um projecto português com várias definições...
"Música arrojada, onde o fado e o rock se abrem a imaginários vários e ambiente hipnóticos" (Expresso) "Um excitante novo projecto musical. Um som tão estranho como familiar, tão triste como sedutor..." (Visão) "...muito agurdado álbum de estreia deste promissor projecto nacional, a jogar entre o rock frio-urbano e o fado transviado..." (Time Out)
A minha... "Um som diferente, original, que funde um pouco do som alternativo com algumas sonoridades do fado... Muito interessante, muito bom... Um som que nos remonta para um mundo diferente... Longe... Onde a voz ganha uma expressão forte e marcante..."
Chamam-se Domingo e sei quase tanto sobre esta banda como sobre mim. Ou seja, poucochinho... Escolheram um nome que dificulta qualquer tentativa de descobrir algo mais, tendo em conta que a pesquisa ou nos encaminha para calendários festivos ou para seja o que for sobre Placido Domingo, mas têm um som que vale a pena acompanhar.
The National - Festival Manta - Centro Cultural Vila Flor - 18.07.08
Na noite de 18 de Julho e pela terceira vez em 2008, Matt Berninger, Aaron Dessner, Bryce Dessner, Bryan Devendorf, Scott Devendorf e Padma Newsome (cada vez mais parte da banda) regressaram a Portugal para mais um concerto no nosso país. O segundo dia do Festival Manta, realizado no Centro Cultural Vila Flor de Guimarães pertenceu-lhes em cartaz e, diga-se, na emoção sentida da voz dos muitos que se deslocaram ao recinto nessa noite de Verão para ver a actuação da banda americana.
À entrada da banda ficou nítido que eram poucos os que estavam no concerto apenas à experiência tendo em conta os aplausos e a receptividade com que o público reagiu.
Se muitos estavam graças ao soberbo "Boxer" ficou também patente que estavam no jardim do Centro Cultural apreciadores da banda desde os primeiros trabalhos, capazes de reconhecer alguns dos sons das músicas mais antigas ainda nos primeiros acordes.
E não foi preciso incentivar a participação dos presentes. Com um espaço cénico simples, uma abordagem directa às músicas e com algumas (poucas)introduções, os The National deram um concerto que seria irrepreensível não tivesse sido o som da secção de sopros que estava ligeiramente, e repito, ligeiramente abaixo da restante banda.
Porque o som da banda é, como em todos os seus registos, denso e envolvente, retalhado mesmo quando opta por tons mais directos, do rock mais puro e seco, criou-se uma atmosfera, uma fina camada transparente que não fosse a Lua cheia, se diria que se estava apenas numa sala mais refinada, decorada a relva, flores e céu estrelado.
Estiveram lá todos os pormenores da banda: a catarse contida, a exaltação indesmentível, o negrume encorpado que violino, guitarra e bateria conseguem recriar.
Acompanhados pela voz pesada de Matt Beringer, um pouco mais frutada que nos registos gravados, muito graças aos tragos que de quando em vez ia sorvendo fosse dum copo, fosse duma garrafa, os The National focaram outros dos seus álbuns não esquecendo músicas como "All the Wine", "Abel", "Lucky You" ou "Murder Me Rachel", deixando claro a quem conhece apenas o último registo de estúdio que existem muitos mais focos de interesse na banda do que apenas "Boxer".
Para o final ficou um estrondoso "Mr. November", música na qual a banda tem muito insistido nesta fase não só pela sua energia e ritmo mas sobretudo pela conotação política, tendo em conta o apoio directo a Barack Obama e ao mês das próximas eleições presidenciais americanas.
Pós concerto foi ainda possível confirmar que, para além de formarem uma banda excepcional, os elementos que a compõem se dispõem a conversar com os que apreciam a música que fazem. Depois de algumas palavras rápidas e simpáticas, entre os quais, imagine-se, agradecimentos pelo facto de os recebermos no nosso país, lá se garantiu uma recordação mais palpável.
Os sorrisos expressam bem o que a noite significou...
Para a memória fica uma noite memorável e mais algumas fotografias e vídeos.
Este é especial... E, por isso, fica aqui para o Recortes:
Este senhor também costuma ter óptimos registos. Este é um deles:
Bem... Como é normal, depois da tormenta vem o período de reflexão... Calmo, introspectivo... De análise dos acontecimentos... Hoje não será uma noite focada num só album ou cantor, mas sim numa playlist variada... Aqui ficam as sugestões para esta noite quente, mas calma...
emily haines & the soft skeleton - doctor blind phosphorescent - cocaine lights nick cave - the singer alice in chains - down in a hole unplugged jorge palma - essa miúda cat power - silver stallion muse - falling away with you andrew bird - weird systers the partisan seed - autumn sky dave matthews band - gravedigger acoustic bonnie prince billy - little small song sun kil moon - lost verses six organs of admittance - strangled road tom waits - buzz fledderjohn azure ray - seven days pooma - cool inside sandy kilpatrick - mercy came home today eels - your lucky day in hell devendra banhart - freely...
Numa noite em que estão espelhados em mim sentimentos mais negativos... Onde vive a desilusão... O mau estar...
Revolta interior... A falta de coerência de alguns... As falsas expectativas geradas por outros...
Tudo devido ao "neo-capitalismo" instaurado neste país, e do qual alguns se aproveitam... E no qual alguns encaixam perfeitamente... Para aparecerem... Para se mostrarem... Para vencerem neste mundo injusto...
Só apetece mandar tudo para... ... Posto isto, ficam aqui com o álbum que me acompanhará nesta noite...
“In football there’s too much modern slavery.” - Joseph Blatter
Que o futebol está entregue aos exemplos mais alarves da espécie, penso que não causa muita contestação. Mas enquanto o teor retrógrado e incompetente se vai mantendo pelo mundo deles, até me parece um bom programa de entretenimento, com mentiras, farsas, corrupção e, raramente, algum suspense.
Mas quando um deles resolve esgravetar o lodo onde co-habita e se lembra de sair do covil para "falar ao mundo", normalmente ou dá asneira ou se confirma por que razão estão melhor calados.
Mas Blatter vê longe e antecipa problemas. Os jogadores de futebol, são no fundo uma minoria, oprimida, injustiçada e perseguida. Entregues à manipulação voraz dos milhões que geram e recebem, os jogadores acabam por ser meros objectos, subjugados num trabalho que exercem contra a sua vontade, amordaçados por contratos milionários de publicidade e férias em resorts de luxo.
Espero que lá para o Natal se organize um concerto especial para angariar fundos de apoio ao Fundo de Solidariedade que Blatter vai entretanto criar. E já imagino o spot publicitário. Imagem a preto e branco, o som de fundo com os cânticos do aquecimento do Chelsea, a câmera aproxima-se do relvado e, no centro, eis que surge Blatter, estático: "A cada estalar de dedos, há mais 10 euros na conta do Cristiano Ronaldo...". Violinos rebentam e o spot termina com Blatter a oferecer colo ao jogador português, enquanto carrega nas suas costas Ronaldinho.
E hoje, mais um vez, confirma-se que a mestria dos grandes comunicadores não está na construção frásica, na oratória ou no tom usados, não é nessas ferramentas que está o segredo do seu talento. A diferença entre um discurso brilhante ou uma simples comunicação está na gestão do silêncio.
"Music and silence combine strongly because music is done with silence, and silence is full of music." - Marcel Marceau
"Dan in Real Life" tem passado um pouco despercebido e assim promete continuar. Injustamente, acrescento eu. Depois de "Little Miss Sunshine", Steve "The Office" Carell regressa novamente ao formato comédia-de-produção-independente e ainda bem.
Desta vez a família não é incrivelmente disfuncional mas não representa a família "standard" americana. Digamos que é um filme sobre a família, mas também sobre a solidão e o amor depois dos 40 anos. Não acrescento mais nada sob pena de estragar surpresas ou retirar emoção ao filme, que recomendo como garantia para hora e meia de bom entretenimento.
A razão principal deste post é, com seria d esperar, a banda sonora do filme, de composição quase que exclusiva de Sondre Lerche. Este norueguês com 26 anos, vai já no seu quinto álbum, mas diga-se que só "Two Way Monologue" (2004) é que me conquistou significativamente o tímpano.
Com este novo trabalho, não só me conquistou o tímpano como já vai subindo na lista para os melhores deste ano. Erradamente ou não, lembra-me "1972", o álbum de Josh Rouse.
Nesta banda sonora temos pop leve, fresca e directa, de guitarras ao colo e palminhas a acompanhar o refrão, sem grandes debruados ou composições demasiado rebuscadas. É um álbum que sobrevive ao filme que acompanha e que não depende do desenrolar da história. Óptimo alinhamento onde ainda se pode encontrar uma versão, aquém do original, dos A Fine Frenzy bem como um dueto do próprio Sondre Lerche com Regina Spektor.
"To be surprised", "I'll be OK", "Let my love open the door" e este "My hands are shaking" são dos melhores momentos de todo o álbum. Quem vir o filme pode também deliciar-se com a surpresa que é a última faixa.
Ora aqui está uma pergunta que vos coloco, isto muito por "culpa" dela, mas que achei interessante, que músicas é que vos fazem viajar?
Muitas vezes somos embriagados pelos acordes de determinadas músicas, assim que as começamos ouvir temos a sensação de que tudo pára, se transfigura, as cores alteram-se e a nossa percepção do real transforma-se...
Descobri há uns tempos este cantor/songwriter/compositor... John Matthias, um poeta inglês... Com participações variadas com músicos e bandas mais conhecidas (Radiohead, Matthew Herbert), este multifacetado artista apresenta-nos um álbum deveras interessante. O registo acústico é nota de destaque, mantendo-se durante todo o álbum, mas onde, de quando em vez, entram uns sons diferentes... Gostei do resgisto vocal... Sofrego, calmo, como se fosse a companhia mais próxima da sua guitarra acustica... Tornou-se numa boa companhia nocturna...
Mas... A história deste álbum é engraçada... Ouvi... Não apreciei... Arrumei... Mas... Voltei a ouvir e... Fez-se luz! Arrebatou-me nesta noite...
Antes de carregarem no play desliguem tudo, apaguem as luzes... antes de tocar nessa seta para a direita acalmem-se, deixem o silêncio instalar-se. Carreguem a música, preparem-se para flutuar.
Agora é clicar play e fechar os olhos, deixem-se levar.
Já há algum tempo que não tinha uma semana assim. Freneticamente esquizofrénica. O sorriso do amanhecer facilmente se transformava num semblante carregado e muito pouco paciente e passadas algumas horas regressava a boa disposição.
De tal forma que algumas pessoas já se aproximam de mim quase em bicos de pés, como que a testarem o terreno que pisam, não vá rebentar uma mina e eu descarregar toda a possível fúria nelas.
E essa turbulência, essa inversão constante de ânimos e disposição reflectiu-se, obviamente, nos sons que fui escutando ao longo da semana. O álbum que melhor se encaixou nos últimos dias foi o novo trabalho dos Sigur Rós mas esses vão ter direito a um destaque (merecido) num dos próximos recortes.
Comecemos pelos sorrisos. Jamie Lidell tem no seu novo trabalho "Jim" um álbum fulgurante. O inglês recorre aos melhores exemplos da soul mais pop, mais vigorosa e ritmada e fez um álbum animadíssimo, bebendo todas as influências da música americana e africana tradicional. "Another Day" é o single de apresentação e é uma amostra simples de como a música pode ser um motor de positivismo.
Do outro lado deste positivismo, pelo menos assim tão explícito ou orgulhoso, fica o excelente regresso de Joan Wasser que assina como Joan as Police Woman. Chama-se "To Survive" e é costurado sobretudo ao piano, num tom intimista e directo com várias passagens sobre o amor, as relações e a sociedade actual. Inclui a participação de Rufus Wainwright na faixa que encerra o álbum, num óptimo dueto, com melodias e arranjos com fortes influências do canadiano. Na sua grande parte tratam-se de canções simples, cruas e directas, compostas com uma harmonia e uma suavidade de assinalar. O single de apresentação é "To Be Loved".
Pelo menos música nova, de bandas antigas. Depois de ter esgotado e desgastado os lançamentos dos últimos álbuns, desnorteado, talvez também um pouco desorientado com a cabeça cheia e a alma carregada andava a vaguear por as entrelinhas da música Amber Girl, do álbum Ave End,ve qual não é o meu espanto quando me deparo com o novo álbum dos rapazes. Pior é ter ouvido o novo single a correr no You Tube e nem ter reparado que eram eles... pois é, sendo assim apressei-me a adquirir o dito disco de uma banda que me marcou o passado. Agora, ao ouvir as novas melodias, denoto uma ligeira curvatura para suavidade, mais calmos celebram o 15 aniversário com um álbum que já garantiu entrada para a lista dos melhores de 2008. Lullaby For A Weeping Girl, sem dúvida uma das favoritas, apesar de ainda só estar a passar os 3/4 do álbum... Mas como single é single, vou seguir a escolha da banda e deixar por aqui A Pearl, que dá cara e som a Songs For The Last View, último álbum de originais para Lacrimas Profundere.
Mas hoje estava numa maré de surpresas, para além da pérola colocada nas linhas a jusante, deparei-me também com o lançamento do novo álbum dos Cult Of Luna. Banda originária da Suécia é que praticam um Metal estranho e difícil de definir... o melhor mesmo é ouvir. Eternal Kingdom mantém as linhas dos álbuns anteriores, sem grandes novidades a nível sonoro mas com um alinhamento de ouvir e chorar por mais. No que diz respeito a músicas e videos... é só ir até ao You Tube e escrever o nome da banda... não irão faltar boas surpresas.
É este o nome do novo álbum de Manel Cruz, que conta com as conhecidas participações e liderança em ornatos, pluto e supernada... Este álbum conta com dois cd's (O Amor Dá-me Tesão e Não Fui Eu que Estraguei), e com um livro de 140 páginas... Fica aqui para vocês uma pequena amostra deste excelente trabalho, mais um, de Manel Cruz...
É um trabalho diferente do habitualmente apresentado por este senhor, mas que não vai defraudar aqueles mais atentos ao trabalho que desenvolveu ao longo da sua carreira nos vários projectos por onde passou... A sua marca e conotação musical estão lá, e fortemente marcada em algumas das músicas que compõem o álbum...
Para mais informações têm o site do Bandido, onde poderão encontrar as letras das 80!! faixas deste álbum, bem como vídeos e a curta-metragem "Quando Eu Morrer", com música deste senhor...
Espero que gostem tanto como eu gostei, embora eu seja um pouco suspeito, já que adoro todo o trabalho de Manel Cruz! Boas audições musicais...