Três amigos, com um conhecimento e "vício" em comum... A música...
For Old Times Sake...
Confesso que Cradle Of Filth tiveram, na minha opinião, o seu auge com Dusk..... And Her Embrace, algures pelo ano de 1996. Confesso que ainda comprei Midian e Bitter Suites To Succubi, dois álbuns que se escutam bem de vez em quando.
Desliguei-me da banda algures por 2002, não prestando atenção a algo que já não me preenchia.
Com o lançamento de Thornography, em 2006, voltei a cruzar-me com estes senhores, tudo para ver Deathstars. Com isto e depois de ouvir a "Rise of the Pentagram" vi-me obrigado a ouvir de novo estes senhores.
Agora, com álbum fresquinho à porta, a sair dia 28 deste mês, e recordando o que me fez mergulhar no passado deixo aqui duas pérolas, aproveitem.
Cradle Of Filth - Thornography - Rise of the Pentagram - 2006
Cradle Of Filth - Godspeed On The Devil's Thunder - Death Of Love - 2008
Sou um absoluto e escandaloso leigo no que diz respeito a assuntos económicos. Limito-me a acompanhar as informações que vão chegando pela comunicação social mas nos últimos meses, o bombardeamento de "novidades" foi de tal forma surpreendente que tem sido impossível absorver tudo o que tem acontecido.
Estou bastante longe de compreender de que forma a "conjectura mundial" e os "mercados financeiros" se interligam e funcionam. Muitos justificam-se com a especulação, com a falta de regulação de todo o sistema financeiro mas também há os que, em bicos de pés e do fundo do seu lugar camarário ou de um canto da Assembleia da República, já se acotovelam por tentar conquistar algum crédito por "já há alguns meses ter alertado para esta situação".
Os mercados emergentes e o inevitável B.R.I.C, onde mora parte do poder asiático que invade diariamente, e à revelia de todas as regras de segurança e respeito pelos trabalhadores, o mercado ocidental são parte de uma situação que, não percebo como, ninguém antecipou.
A escalada de preços da matéria-prima aliada à subida vertiginosa do preço do petróleo foram igualmente causa e consequência de muito do que se discute hoje. Mas não é para isso que existem entidades como FMI, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e eu sei lá o que mais? Para regular, analisar, estudar e antecipar possíveis desvios ou incorrecções nos caminhos adequados do "mercado"?
Aparentemente, ou alguém (muitos alguéns) se esqueceu fazer as contas ou então todos se enganaram no resultado final.
E agora que a bomba rebentou? Agora que o ar se tornou irrespirável na redoma financeira quem pode acudir tanta falência, ou melhor, tanto banco na falência? Sim, porque o que se vem discutindo é a Banca, as Seguradoras, a garantia do financiamento quer pelos que investem quer pelos que validam investimento.
Ora então venha daí o Super Estado, o mesmo que o Privado abomina e despreza sempre que se questiona a falta de regulação dos sistemas e se pretende tornar mais transparente o "sistema". Na verdade, o Estado funciona para o sector Privado como Deus para muitos agnósticos: se tudo vai bem, Ele não existe; se algo lhes falha, então venha daí o poder redentor e a Salvação das nossas contas bancárias.
Apesar disso, o que mais me preocupa é que o que se tem vindo a discutir é o poder empresarial ou o sector bancário. É certo que a Mão que actualmente vai salvando banco a banco, acaba por resgatar muitos empregos que de outra forma se perderiam mas onde esta o apoio que famílias inteiras tem requerido e exigido desde há muitos meses para cá? Onde estava esta mesma Mão quando muitas das fábricas texteis do nosso País faliram? E por outro lado, qual é o alcance desta ajuda benevolente e até que ponto não estaremos a assistir a uma dança de interesses e poderes, onde o poder político tem óbvias ramificações? Quantos não vão beneficiar de uma "conjectura negativa" para garantir um "apoio" ou um "incentivo"?
E alguém me consegue explicar como se aceita facilmente que no próximo ano a Espanha esteja em recessão enquanto que Portugal, que tem no país vizinho grande parte da solidez da sua balança comercial, escape a esse mesmo resultado?
Será que ninguém se convence que vivemos num castelo de cartas?
Vale a pena discutir 2009 quando ainda temos tanto para viver em 2008?
Obviamente! Sobretudo quando o assunto é o novo álbum de Andrew Bird.
Já tem nome, "Noble Beast", e tem data de lançamento prevista para 27 de Janeiro do próximo ano.
Apesar disso já circula por aí uma amostra...
Entretanto e enquanto o registo de estúdio não se concretiza, chegou ao mercado "Live in Montreal".
Aqui podem encontrar um dos poucos registos desse álbum ao vivo que não evoca "Armchair Apocrypha" (do melhor que 2007 teve), retirado de "The Swimming Hour" (2001).
Já só faltam as datas da digressão, com passagem por Portugal!
Chama-se "Another World" e é o EP de avanço para o próximo álbum de Antony Hegarty, obviamente na companhia do habituais The Johnsons.
"The Crying Light" será o nome para o álbum que será lançado em 2009 mas este EP desvenda alguns dos sons que vamos poder encontrar por lá.
O site do cantor e compositor descreve assim algumas dessas canções:
"On "Another World", Antony sings of a disappearing world. The EP also includes "Shake That Devil". Part exorcism and part Shangri La, Antony calls out shape-shifting perpetrators and banishes them one by one. Two other songs, "Crackagen" and "Sing For Me" are pastoral and surreal. Finally the epic "Hope Mountain" closes the EP, an episodic narrative set after a flood; people gather on a mountain to witness the emergence of a luminous girl."
Fritz Kahn and the Miracles - Maus Hábitos (Porto) - 26.09.08
Desde que ouvi os primeiros acordes de Oliver Paine que esperava o concerto da última 6ª feira. Gonçalo Serras de nome, apresentou no Maus Hábitos (finalmente, acrescento mais uma vez) as muitas músicas que lhe valeram a nomeação para o International Songwriting Competition. Ainda assim, foi com surpresa que encontramos uma sala bastante "espaçosa" durante o concerto.
Antes mesmo de iniciar o concerto, Gonçalo Serras deambulava pelos diversos espaços do Maus Hábitos onde (coincidência!) se podia até encontrar um quadro com o "Menino que chora" (que faz a capa do álbum de estreia do português, mas desta vez com uma máscara de terrorista.
Passava já da meia noite quando o concerto se iniciou. Paine, só em palco ao piano, fez algumas introduções às músicas que tocou, sempre em ambiente descontraído mas sempre muito concentrado. O cantautor procurou ainda Daniele, um amor desencontrado e a musa a quem dedicou "An Atomic Bomb named Danielle".
O concerto foi passando por muitas das músicas do álbum de estreia mas também por alguns novos sons e algumas covers da canções bem conhecidas: "Wise Up" (Aimee Mann), "New York, New York" (Frank Sinatra) e "The Great Prentender" (The Platters). O melhor desses momentos foi o garantido com "Riders on the Storm", com uma interpretação excelente, que motivou a participação de muitos dos presentes.
Alternando entre o piano e a guitarra, ficou comprovado quer o talento do português quer o facto de a sua carreira ainda não ser um sucesso unânime e indiscutível.
A curta conversa no final do concerto permitiu confirmar a simpatia e à vontade de Gonçalo Serras, um nome que certamente vai ter muitas novidades cá pelo nosso Recortes. Quanto a registos, infelizmente nenhum dos obtidos tem um dos elementos que mais me agradam num vídeo... Som!
Óptima noite e um concerto que espero repetir brevemente!
Aqui fica uma sugestão para esta semana... Um bom álbum, que tem sido expelido dos meus "phones" esta semana... Vou ouvindo, ouvindo, ouvindo... E cada vez gosto mais...