Regresso com Adeus

Várias semanas depois do último recorte muitos foram os acontecimentos e mudanças que não tiveram oportunidade de divulgação ou comentário.

Infelizmente, o motivo da interrupção deste longo silêncio é a morte de Michael Jackson. E perdoem-me o egoísmo mas o presente texto não pretende elaborar qualquer tipo de homenagem ou tributo.


Durante toda a minha infância a minha relação com a Música foi sempre muito afastada salvo duas raras excepções: Stevie Wonder e Michael Jackson. "We are the World" é uma das minhas músicas de infância e não consigo sequer imaginar a quantidade de vezes que rebobinei a cassete onde tinha a gravação do tema.

Em plena fase de pré adolescência, o MJ de Jackson passou a rivalizar com o MJ... de Michael Jordan. Lembro-me ainda de ter delirado com a suposta aula que juntos terão partilhado, dança e basket, num dos muitos vídeos que marcaram a carreira do cantor e outro exemplo de como o sentido de espectáculo, de globalidade nunca escapou ao cantor.

Por muitas razões as minhas preferências de som afastaram-se aos poucos das sonoridades de Jackson mas a afinidade manteve-se. Aliás, custa-me a acreditar que alguém que tenha nascido nos anos 80 ou finais de 70 que não tenha arrsicado a imitação do Moonwalk...

Actualmente, a curiosidade era muita relativamente ao que poderia ter sido o maior comeback da música moderna e sobretudo da Pop, apesar de não acreditar que as novas músicas pudessem transportar algum tipo de revolução sonora.

No fundo, boa parte das músicas da minha infância morreram no dia 25. Uma das mais marcantes pertence ao único álbum que tenho de Jackson: "Dangerous", 1991. "Will You Be There" pertence à banda sonora do filme "Free Willy" e durante meses foi o meu despertador matinal.


Michael Jackson - Will You Be There

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