Três amigos, com um conhecimento e "vício" em comum... A música...
Amália Hoje
O projecto chama-se "Amália Hoje" ou "Os Hoje" e combina esforços (surpreendentes, acrescento) de Sónia Tavares, Nuno Gonçalves, Fernando Ribeiro e Paulo Praça. Objectivo: revisitar o legado de Amália e reinventá-lo.
Por entre a turbulência das últimas semanas têm sido poucos os sons que me têm chamado a atenção, sobretudo porque me tenho rodeado de silêncio (para dormir) e do rádio do carro (para não adormecer).
Assim aqui fica um exemplo do que tem sido a minha companhia sonora nos mais recentes regressos a casa. Música em destaque n'"Os Bons Rapazes" da Ant3na , convenceu-me pela repetição ou pela envolvência que vai criando, e aqui fica. O álbum está distante dos ambientes sonoros que os meus ouvidos costumam pisar mas em dias tão racionais só mesmo o nonsense me pode salvar!
Participação especial de Orland Weeks, vocalista dos The Maccabees.
A outra trilha que tem servido de banda sonora aos meus caminhos quotidianos pertence a Dan Deacon. Mais uma vez, "Bromst" o álbum editado este ano tem sonoridades que se afastam bastante dos ruídos que costumo preferir mas este "Build Voice" tem bastado para tornar os meus regressos ainda mais sorridentes.
Sugestão: The Irrepressibles, com From the Circus to the Sea
Brilhante! ... Talvez a melhor forma de descrever o som destes nossos amigos que surgem do Reino Unido, mais precisamente Londres... Com rasgos e recortes em que fazem lembrar o nosso bem conhecido Antony (opinião pessoal), estes senhores identificam-se com... Nada! Pois, é assim mesmo, não conheço nada que seja parecido com o que este grupo nos apresenta, e daí o brilhantismo da "coisa"... Sem etiquetas, sem ligações fortes a estilos ou géneros, o que nos é apresentado chega a ter uma tonalidade burlesca, atrevida, mas também sincera, pura e profunda... Uma mistura, um remix de sonoridades, de instrumentos, de estilos... Uma panóplia de sentimentos ao longo do álbum... Algumas vezes contraditórios, mas muito saborosos de... Ouvir e sentir...
Esta é a minha mais sincera opinião em relação a este grupo que me foi apresentado pelo meu amigo João Freitas (um obrigado para ti!)...
Podem visitar o seu espaço através do link no myspace (http://www.myspace.com/theirrepressibles)
Espero que gostem... Aqui fica mais uma sugestão do recortes... Boas audições musicais...
Sugestão : Mark Kozelek - Find Me, Ruben Olivares...
Mais do que palavras, o som deste álbum ao vivo de Mark Kozelek consegue descrever tão bem os sentimentos que se transmitem durante a sua audição... No percorrer pelos caminhos musicais desta obra, deparamo-nos com... Uma voz, uma guitarra, e imenso sentimento... Nostálgico... Profundo... Calmo... Mas intenso... Tranquilidade... Paz... Arrepios... Frios... Quentes... Sentimentos e sensações...
Um dos melhores deste ano, na minha opinião... Fico a aguardar pelas vossa opinião...
Madeline... Vinda de Atenas, chega-nos (aqui ao recortes) através de um álbum apetecível e adorável... White Flag... Melhor do que ler muitas palavras, é ouvir o som desta menina/senhora... Fica aqui mais uma sugestão do Recortes...
Quem comprou a compilação "Acorda!" certamente que não deixou escapar o nome dos "At Freddy's House". São um agrupamento de Braga, cidade que parece querer recuperar o seu peso musical no país. A banda é composta por Fred, Amir e Miguel Pedro (Tiago Calçada nos momentos live) e tem agendada para o ano que corre a edição do seu álbum de estreia.
Para confirmar e acompanhar em http://www.myspace.com/atfreddyshouse e em www.atfreddyshouse.com (site da banda onde podem "descarregar" as duas músicas incluídas na compilação já referida).
Ainda com o esforço e empenho de Henrique Amaro, o programa Portugália da Antena 3 continua a ser um exemplo diário de como se podem construir excelentes momentos recorrendo apenas à Música Nacional. A novidade desta semana é a mais recente edição das sessões "Voz e Guitarra", desta vez com Francisco Silva (Old Jerusalem), Filipe Miranda (The Partisan Seed), Cláudio Mateus (Electric Willow)e Afonso (Sean Rilley), uma selecção do melhor folk/indie/rock/blues nacional e da mistura que daí pode resultar.
Fica a minha sugestão para esta semana, que se avizinha chuvosa e mais fria... O álbum que proponho serve para aquecer a alma daqueles que mais frio sentem... Com uma voz aveludada, um som calmo, sereno, delicado... Um jazz... Um sofá... Um cobertor... O que há melhor para passar estes dias cinzentos que se aproximam...?
And I heard, as it were, the noise of thunder: One of the four beasts saying: "Come and see." And I saw. And behold, a white horse. There's a man goin' 'round takin' names. An' he decides who to free and who to blame. Everybody won't be treated all the same. There'll be a golden ladder reaching down. When the man comes around. The hairs on your arm will stand up. At the terror in each sip and in each sup. For you partake of that last offered cup, Or disappear into the potter's ground. When the man comes around. Hear the trumpets, hear the pipers. One hundred million angels singin'. Multitudes are marching to the big kettle drum. Voices callin', voices cryin'. Some are born an' some are dyin'. It's Alpha's and Omega's Kingdom come. And the whirlwind is in the thorn tree. The virgins are all trimming their wicks. The whirlwind is in the thorn tree. It's hard for thee to kick against the pricks. Till Armageddon, no Shalam, no Shalom. Then the father hen will call his chickens home. The wise men will bow down before the throne. And at his feet they'll cast their golden crown. When the man comes around. Whoever is unjust, let him be unjust still. Whoever is righteous, let him be righteous still. Whoever is filthy, let him be filthy still. Listen to the words long written down, When the man comes around. Hear the trumpets, hear the pipers. One hundred million angels singin'. Multitudes are marchin' to the big kettle drum. Voices callin', voices cryin'. Some are born an' some are dyin'. It's Alpha's and Omega's Kingdom come. And the whirlwind is in the thorn tree. The virgins are all trimming their wicks. The whirlwind is in the thorn tree. It's hard for thee to kick against the pricks. In measured hundredweight and penny pound. When the man comes around. And I heard a voice in the midst of the four beasts, And I looked and behold: a pale horse. And his name, that sat on him, was Death. And Hell followed with him.
Os Cousteau são uma banda londrina que durante os finais da década de 90 e os primeiros anos da colheita de 2000 conquistaram muitos dos sons que por cá se ouviram.
Com os seus dois primeiros álbuns, "Cousteau" e "Sirena", prometiam uma sonoridade sóbria, suficientemente envolvente e densa, para assegurar óptimos momentos de música e garantir comparações com os Tindersticks ou Richard Hawley, o que indiciava boas anotações e críticas à banda.
Tentaram atacar o mercado americano em 2005 como Moreau, na altura com "Nova Scotia", o terceiro álbum, como suporte sonoro, mas a aventura não teve o mesmo impacto que a Europa vinha assegurando.
Liam McKahey, o vocalista da banda tentou entretanto avançar com uma carreira a solo mas igualmente sem grande sucesso.
Ainda assim, e crente de que ainda podem surgir novidades nos próximos tempos, esta banda, sobretudo graças aos dois primeiros registos e ao concerto a que pude assistir no Teatro Sá da Bandeira, merece um bem sublinhado Recorte de reconhecimento.
"Talking to Myself", retirado de "Sirena", foi provavelmente o tema que mereceu mais "airplay" mas é em "Cousteau" podem encontrar óptimos momentos como o que podem escutar no vídeo que acompanha este texto.