Donovan Woods - The Hold Up

Deixo aqui mais uma sugestão...
Donovan Woods, com o seu álbum de 2009, The Hold Up...

Um som que não é muito original, já que se encaixa no perfil de singer/songwriter na perfeição... Mas que tem o toque pessoal de Donovan...
O seu estilo está intimamente ligado à versão acústica dos instrumentos, o que torna agradável a audição deste cd, principalmente para quem desejar relaxar enquanto ouve um bom cd, com boa música, e com uma voz muito agradável...

Podem escutar e espreitar aqui: www.myspace.com/donovanwoods

Fica a sugestão, espero que gostem...
Boas audições musicais...

Sugestão: Vandaveer com Divide & Conquer

Aqui fica mais uma sugestão para este verão que teima em não ficar quente!
Um conjunto de músicas muito agradáveis oferecidas pelo senhor Vandaveer, onde destaco Fistful of Swoon e Turpentine...
Um excelente álbum, muito bem trabalhado como este senhor já nos habituou...

Fica a sugestão...
Boas audições musicais!

Tachos e poleiros

Se muitos viam nas eleições de 2009 o catalisador de uma discussão alargada sobre o País e a Europa, o 1º round (Europeias) e os acontecimentos que se têm sucedido desde então devem ter sido suficientes para ignorar essa esperança.

Para as Europeias, mais do que a vitória do PSD, foi a derrota do PS e a diferença que ser verificou entre os dois maiores partidos nacionais que se revelou surpreendente. Em clima de total crispação política, o Partido Socialista tinha a sua tarefa bastante dificultada. A tendência para subverter as eleições europeias foi aproveitada por todos os partidos da oposição, exigindo ao eleitorado o "cartão amarelo ou vermelho" como forma de protesto face às políticas internas. Para além disso, Vital Moreira revelou-se um verdadeiro flop em termos eleitorais. Lançado pela Comunicação Social como um "grande nome", trazia consigo o objectivo de resgatar alguns dos votos que previsivelmente a esquerda resgataria ao partido do Governo. Não só não os resgatou como cedeu muitos desses votos, revelando pouco à vontade em campanha ou debates, num registo de arrogância que o PS já então deveria ter percebido que tinha de combater.

Agora, tudo parece diferente. O PS parece nem ambicionar a vitória, o PSD perspectiva a maioria absoluta e os restantes partidos têm sobre si uma indisfarçável névoa de ambição de poder governativo.

E assim, depois da hecatombe socialista de dia de Junho toda a estratégia eleitoral parece já definida. O PS apressa-se a marca a agenda política, apresentando propostas já conhecidas ou lançando objectivos para a próxima legislatura. Com a crise a ensombrar parte da legislatura que agora termina não será difícil "mostrar obra", boa ou má, como se exige nesta fase. Mas todas as guerras que o Governo comprou com magistrados, professores, estudantes, indústria farmacêutica, sindicatos, não vão ser fáceis de apaziguar. E muitas das acções mal explicadas ou mal definidas carecem de novas abordagens: apoios ao sector bancário, situação agrícola nacional, regulamentação económica, criminalidade, Cultura invisível, apoios que não se realizaram...

Desta forma, mais surpreende que nesta fase de redefinição e preparação do PS, o PSD se mostre tão tímido. E é ainda mais estranho que o principal partido da oposição prefira adiar a apresentação do seu programa de governo. Este era o momento de lançar propostas, de apresentar soluções para os pontos de mais conflito, de forma a esclarecer definitivamente o que o separa actualmente do partido de Sócrates. No entanto, a abordagem é simples: silêncio, cautela e declarações telegráficas. Até ao momento, só duas palavras se destacam no discurso do partido laranja: "não" e "rasgar".

E por isso esta estratégia. Quem gere a imagem do PSD, sabe que quanto mais a líder se resguardar mais beneficia. Porque Manuela Ferreira Leite não tem o poder televisivo de Sócrates e porque a estratégia é a mesma que a utilizada nas Europeias, ou seja, deixar que o PS se entretenha com divisões internas, com Manueis Alegres, Elisas Ferreiras e vitimizações internas. Depois é só recorrer à técnica Rangel, gritar 3 ou 4 bitaites e deixar o povo falar. Por outro lado, quanto mais tarde se apresentar o Programa, menos tempo para sua análise e debate vai restar. E enquanto isso, já o programa do PS foi "rasgado" por todos.

Assim, são 3 os pontos que vão decidir as próximas eleições:
- o efeito Manuel Alegre e a forma como o PS vai lidar com ele;
- as escolhas que Sócrates terá de fazer para a sua renovação ministerial caso vença as eleições (quem ficará e quem sairá);
- o efeito Freeport.

Prevê-se muita análise e muita discussão para as próximas semanas... Sobre a luta pelo poder, pelo poleiro e pelo vil tacho. E dê no que der,eles comem tudo!


Zeca Afonso - Os Vampiros (ao vivo no Coliseu)

Música para o Verão (II)


Regina Spektor - Eet


Jack Peñate - Tonight's Today


Madame Godard - Queens of the Twilight (live Ant3na)

Música para o Verão (I)

Em mim é normal que assim seja. Com o aproximar das férias e os fins de tarde solarengos o melhor do rock e da pop teima em infiltrar-se e prolongar-se.

Sugestões para o Verão...


Smix Smox Smux - Toques Polifónicos


Eels - Prizefighter


Grizzly Bear - Two Weeks

Pink Mountaintops


Depois de Dan Auerbach, parte dos The Black Keys, editar trabalho a solo, o enorme "Keep It Hid", é a vez de parte dos The Black Mountain (sobretudo Stephen McBean)ressurgirem com Pink Mountaintops.

"Outside Love" surge assim após o álbum homónimo de 2004 e "Axis of Evol" (2006), num registo psicadélico num misto de pop, folk e muitos amores e desamores. Trata-se de um álbum menos rude mas que mantém muita de intensidade dos anteriores registos.

"Axis: Thrones of Love" é a música de abertura do álbum.

www.myspace.com/pinkmountaintops


Pink Mountaintops - Axis: Thrones of Love (live)

Dei-me à terra


Corro o risco de me repetir mas nos dois últimos meses foram diversos os temas que mereciam algum destaque. Este Recorte chega então com quase dois meses de atraso, sendo que neste caso "2" é um número demasiado pesado para admitir mais adiamentos.

"Dei-me à terra" é o livro de poesia de Jorge Jardim, amigo da vida real e companheiro de blogosfera. Marca a sua estreia em publicações do género sendo que do ponto de vista científico já são muitos os exercícios entretanto publicados.

Apresentado em finais do mês de Maio, "Dei-me à terra" é ponto de orgulho e contentamento indiscutível. E por isso este post não se faz acompanhar de qualquer acorde. Basta o silêncio como companhia.



Pó - Poema Panteísta

Tu que não vacilas ante o calor tórrido
Giesta, eu te digo
O fogo se alimentará de ti
como dos Homens se alimenta a terra
e do ódio e da ganância a guerra.
À terra ele te devolverá
como a morte aos deuses o Homem.
Assim a Quarta-feira se cumprirá
És pó e pó serás.

Jorge Jardim


Mais em: http://cienciasideias.blogspot.com/

Regressos por lá (1)


Um dos regressos que mais me impressionou nas últimas semanas pertence ao cada vez mais recomendável Patrick Watson. 3 anos depois de "Close to Paradise", regressa com "Wooden Arms", álbum que transmite mais maturidade e uma maior cuidado no recurso a diversos instrumentos, a várias influências e até culturas.

Não é um álbum imediato, de orazer automático tendo em conta que agradece alguma atenção e até algum carinho sob pena de se ignorarem muitos dos detalhes que compõem "Wooden Arms".


Patrick Watson - Fireweed



Dia 14 de Julho marca a edição de "Music From Falling Trees". "Home" foi o álbum que justificou os maiores aplausos apesar dos elogios que a sua banda Efterklang vinha merecendo. O regresso em 2009 serve de banda sonora ao espectáculo de dança contemporânea "Falling From Trees".


Peter Broderick - Trailer de apresentação



Num espectro significativamente diferente surge Patrick Wolf que com "Magic Position" apresentou um exercício de pop vibrante, com ritmos contagiantes e uma percepção de musicalidade assinalável. Neste regresso, em "The Bachelor" mantém-se a cadência enérgica, desta vez com uma maior dose de electrónica à mistura.

A aproximação a Bowie parece cada vez mais incontornável quer pela imagem excessiva que Wolf vem adoptando mas também graças ao talento que o inglês comprova a cada novo trabalho.


Patrick Wolf - Hard Times

I Like It

Um dos candidatos a melhor álbum do ano, que corre, tem novo video clip a rodar no youtube.

Falo do último "single" de Shallow Life o último original de Lacuna Coil.

Mas como gosto mesmo, aqui fica:

Labels:

Florence and the Machine

Já não é a primeira vez que Florence Welch merece um destaque aqui no Recortes. Desta vez sauda-se a edição de "Lungs", álbum de estreia de Florence and the Machine.

Som exuberante, pop efervescente, ritmo contagiante, folk desvairada, de coração a rebentar no peito, pleno de paixão, humor e ironia!

"Kiss With a Fist", "Between Two Lungs", "Dog Days Are Over" ou "Girl With One Eye" são 4 singles incontestáveis que em Inglaterra já garantem algum reconhecimento à banda que até ver não consta em nenhum cartaz festivaleiro ou merece sequer um pequeno concerto em nome próprio.


Florence and the Machine - Rabbit Heart (Raise it Up)

Regressos por cá

Nas últimas semanas o mercado nacional teve boas notícias que prometem bons momentos para os próximos tempos.

O primeiro destaque vai para o 2º álbum de Sean Riley and the Slow Riders, "Only Time Will Tell". Entre o rock, o blues e a folk, bastante próximos do registo clássico americano, este álbum é um seguro segundo passo para a banda de Coimbra que se estreou em 2007 com "Farewell".


Sean Riley and the Slow Riders - Houses and Wives


O efeito de assistir a um concerto de Norberto Lobo é a certeza que no dia seguinte vão querer comprar o álbum. A forma dedicada e sentida como abraça a guitarra e lhe arranca acordes doces ou de revolta impressiona às primeiras músicas. Por isso, quando ouvi "Pata Lenta", o novo registo do compositor, já tinha como certo que o regresso só poderia implicar imperdíveis e dedilhadas melodias.


Norberto Lobo - Pata Lenta


O último destaque está entregue a Rodrigo Leão. 5 anos depois de "Cinema", com uma curta e insuficiente interrupção para "O Mundo" e a banda sonora de "Portugal, Um Retrato Social" que posteriormente originou o espectáculo "Os Portugueses", o ex-Madredeus regressa com uma homenagem à Mãe.Mais uma vez, parte das composições surgem acompanhadas por vozes internacionais. Desta vez Neil Hannon, Stuart Staples e o senhor Tango Melingo.


Rodrigo Leão - Vida Tão Estranha